ArcelorMittal unidade Pecém celebra aumento de 34% das exportações e a marca de 21,4 milhões de toneladas de placas de aço produzidas

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São 550 tipos de aço ao carbono, dos quais 222 de alto valor agregado (HAV), representando cerca de 40% de toda a produção

 

A ArcelorMittal Pecém incrementou o seu volume de exportações de janeiro a maio de 2024. Foram mais de 880 mil toneladas de placas de aço levadas do Ceará para o mundo, 34% superior em montante exportado pela empresa no mesmo período em 2023 (658 mil t). Os dados foram informados no contexto do Workshop “O Aço e o Futuro Sustentável do Planeta”, realizado pela ArcelorMittal Pecém, no dia 27 de junho, para jornalistas e comunicadores, em programação que incluiu um tour guiado na área industrial da planta. O objetivo foi compartilhar e aprofundar informações e conhecimentos sobre o mercado e a produção de aço.

 

A imersão contou com explanações do CEO ArcelorMittal unidade Pecém, Erick Torres, e de outros gestores da empresa. A diretora de Assuntos Institucionais no Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, conduziu a palestra sobre o Mercado do Aço no mundo e no Brasil. Já o gerente de Estratégia Industrial, Descarbonização, Inovação e Excelência Operacional da ArcelorMittal Pecém, Rinaldo Pedrini, falou sobre a Produção do Aço e os Desafios Energéticos do Setor.

 

Hoje, a nossa unidade Pecém está em franca evolução. Conseguimos atingir a máxima capacidade produtiva, pela primeira vez na história, no último ano e mantemos esse ritmo em 2024. Isso se dá em função do aprimoramento das condições de performance, aliada à evolução da produção do aço como um todo na planta. Nós enxergamos um presente brilhante e um futuro promissor para nossa unidade. Inclusive, estamos com estudos e planejamentos para novos projetos. O momento, agora, é de ampliar as condições de estabilidade e consolidar o atingimento da máxima capacidade produtiva. Nós já estamos capazes, hoje, de atuar em um mercado onde a gente não estava, que é o norte-nordeste, e ter mais possibilidade de exportação pela localização geográfica que o Ceará tem“, declarou Erick Torres em sua fala.

 

A unidade Pecém da ArcelorMittal representa 100% da produção de aços planos no Nordeste, o que coloca o Ceará como o 4º maior produtor de aço do Brasil. Pecém representa 9,5% de todo aço bruto produzido no Brasil e também 22% de todo aço bruto produzido pela ArcelorMittal no Brasil.



Em junho, a unidade completou 8 anos do início de suas operações. Desde o dia 10 de junho de 2016, quando houve o acendimento (blow-in) do Alto-Forno de 100 metros de altura, até abril de 2024, já foram produzidas 21,4 milhões de toneladas de placas de aço de alta tecnologia e qualidade em São Gonçalo do Amarante. Atualmente, a produtora de aço atende clientes da indústria naval, de óleo & gás, automotiva e construção civil, com um portfólio que dispõe de 550 tipos de aço ao carbono, sendo 222 tipos de aço de alto valor agregado (HAV). A placa de aço da unidade Pecém da ArcelorMittal conta com certificações de Qualidade (ISO 9001), de Meio Ambiente (ISO 14001) e de Alta Tecnologia (International Automotive Task – IATF, Maxion Wheels, Siemens Gamesa, Caterpillar e Scania). O produto já foi exportado para mais de 20 países.

 

CRISTINA YUAN – DIRETORA DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS DO INSTITUTO AÇÕ BRASIL

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Aço: o tecido da vida

Ao abordar o perfil da Indústria Brasileira do Aço, Cristina Yuan informou que, atualmente, o País dispõe de uma capacidade instalada de 51 milhões de toneladas/ano de aço bruto e um parque produtor composto por 31 usinas administradas por 11 grupos de empresas. A produção mundial de aço bruto é de 1.891 milhões de toneladas, e o Brasil ocupa o 9º lugar, com 32 milhões de toneladas produzidas em 2023. Os setores de construção civil, automotivo e de bens de capital (maquinários e outros) representam 84% do consumo do aço.

 

“O aço é imprescindível na vida das pessoas. Seja em itens pequenos e invisíveis, ou em grandes, como navios e ferrovias, o aço está presente. E o consumo de aço e o PIB do país andam juntos. Existe uma estrita correlação. O crescimento do país se reflete em projetos de infraestrutura, na construção civil e na produção de máquinas e equipamentos, aumentando a demanda de aço”, afirmou a diretora de Assuntos Institucionais no Instituto Aço Brasil.

 

Segundo ela, os investimentos das empresas associadas ao Aço Brasil deverão somar R$ 100,2 bilhões, entre os anos de 2023 e 2028. O compromisso do setor com a sustentabilidade já resulta, anualmente, em 9 milhões de toneladas de sucata de aço recicladas; quase 100% de reaproveitamento de coprodutos; 97% de recirculação de água; e 50% de geração própria de energia elétrica.

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