Unimed Fortaleza transforma resíduos hospitalares em produtos reutilizáveis que geram renda para mulheres

 

Programa reaproveita mantas estéreis utilizadas em procedimentos cirúrgicos e capacita mulheres do Conjunto Tancredo Neves em corte, costura e empreendedorismo

Foto divulgação

 

 

Um material que antes era descartado após procedimentos hospitalares passou a ganhar uma nova finalidade e a contribuir para a geração de renda a mulheres de uma comunidade. Esse é o propósito do programa Saúde Ambiental: Transformando Vidas, desenvolvido pela Unimed Fortaleza, que reaproveita mantas estéreis descartáveis utilizadas no Hospital Unimed Sul para a produção de novos itens, como ecobags, necessaires, bolsas para garrafas de água e lixeiras para carros.

Após a utilização no centro cirúrgico, as mantas passam por uma triagem realizada por pessoas devidamente treinadas. Esses tecidos considerados adequados são recolhidos, armazenados e posteriormente encaminhados para a Associação de Moradores do Conjunto Tancredo Neves, parceira da iniciativa.

Capacitação e empreendedorismo

As mulheres da comunidade receberam capacitação em corte e costura, além de conhecimentos relacionados a empreendedorismo e cooperativismo. A formação foi patrocinada pela Unimed Fortaleza e contempla diferentes etapas do processo produtivo, desde o corte e a costura até o controle de qualidade e a customização das peças.

“Na área de responsabilidade socioambiental, atuamos no reaproveitamento de materiais que antes eram descartados como lixo comum. Foi a partir dessa visão sustentável que identificamos nessas mantas um insumo com alto potencial de reciclagem e reaproveitamento”, explica Dra. Regina Portela, gestora da área de Responsabilidade Socioambiental da Unimed Fortaleza.

A produção é realizada de forma coletiva e organizada, com cada costureira responsável por uma etapa. O projeto fornece os equipamentos necessários para o trabalho e remunera as participantes de acordo com a quantidade de peças produzidas. Atualmente, cerca de 2 mil peças são confeccionadas a cada semestre.

Além do reaproveitamento de materiais, a iniciativa busca ampliar as possibilidades profissionais das participantes. Segundo a Dra. Regina Portela, a proposta foi além da oferta de uma capacitação técnica. “Além de corte e costura, elas também tiveram cursos de empreendedorismo e customização, o que proporcionou uma nova alternativa para obtenção de renda e de ocupação para essas mulheres se sentirem ativas e produtivas”, destaca.

De acordo com Valda Carvalho, de 80 anos, essa iniciativa está ressignificando sua vida. “Participar desse projeto é maravilhoso. Na Associação, nós fazemos o que gostamos, que é costurar, conhecemos pessoas, merendamos e ainda ganhamos um dinheirinho com a nossa costura. É muito bom e ajuda a pagar as contas também! Eu passo o dia aqui, venho pela manhã, vou pra casa almoçar e volto de novo. Eu me sinto muito bem aqui”, ressalta.

Os produtos confeccionados são utilizados pela própria Unimed Fortaleza em eventos. A comercialização também ocorre de outras formas e a renda obtida é destinada ao próprio projeto e às costureiras que produzem as peças.

Sustentabilidade e impacto social

O projeto também estará presente na Corrida Unimed Fortaleza 2026, evento que incorporou práticas ESG à sua realização. Desde o ano passado, o guarda-volumes substituiu os sacos plásticos por mantas assépticas reaproveitadas, costuradas por profissionais formados pelo Instituto Unimed.