
Foco no mercado externo e no segmento de serviços, além de negociação de despesas, financiamentos e antecipação de recebíveis, devem refletir na posição financeira da empresa no médio e longo prazo
A Aeris Energy (AERI3), líder na fabricação de pás eólicas na América Latina, divulgou seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, percebendo alguns sinais de avanço em sua reestruturação financeira e operacional, programada e executada diante dos desafios que atingem todo o setor.
O destaque mais relevante do trimestre foi a aprovação da repactuação dos termos e condições das debêntures da 1ª e 2ª emissões, durante assembleias gerais de debenturistas. As mudanças incluem a extensão do vencimento para 2030, ajustes nas amortizações, nos juros remuneratórios e na periodicidade dos pagamentos, além da inclusão de novas hipóteses de resgate antecipado. Segundo as expectativas dos executivos da empresa, esse movimento representa um marco estratégico para o fortalecimento da estrutura de capital da Aeris, abrindo caminho para uma melhoria sustentada da sua situação financeira. A companhia também informou que está em negociação para repactuar as demais dívidas, com previsão de conclusão nas próximas semanas.
“Nosso trimestre foi marcado por importantes avanços na nossa reestruturação financeira e no aumento de eficiência operacional que vínhamos buscando por meio de diversas iniciativas, reforçando nossa resiliência diante do cenário desafiador. Contabilmente falando, ao negociar os juros, vamos diminuir nossas despesas e isso vai nos fornecer um caixa líquido positivo, o que deve acontecer em breve, possivelmente em 2026”, afirma o diretor financeiro da Aeris, José Azevedo.
No 1T25, a Receita Operacional Líquida (ROL) foi de R$ 210,4 milhões. O EBITDA foi de R$ 11,4 milhões, com margem de 5,4%. Os investimentos totalizaram R$ 8,2 milhões, em linha com o planejado para o período.
Apesar do cenário complexo e desafiador do mercado, que impacta a empresa de maneira imediatista, o diretor financeiro esclarece que, a partir de uma análise mais detalhada de todos os indicadores, é possível perceber uma maturação do programa de reestruturação operacional implementado pela companhia.
“Nós estamos ajustando nossas despesas para conseguir o fôlego necessário para obter o caixa operacional positivo que comentei anteriormente. E estou vislumbrando que é possível alcançar isso apenas com a demanda garantida que temos, numa espécie de take-or-pay (pagar mesmo se não houver entrega). Além disso, se observarmos os resultados do último trimestre de 2024 e compararmos com o atual, já podemos perceber uma evolução positivista dos números. Desta forma, reafirmamos o foco na retomada sustentável da rentabilidade e na geração de valor, por meio de disciplina financeira, aumento de eficiência e posicionamento estratégico no mercado global de energia renovável”, concluiu Azevedo.



