
Quem disse que todo jornalista precisa ser objetivo? É o que contrapõe a trajetória da jornalista da TV Assembleia, produtora e apresentadora do programa Cabeceira, Rosanni Guerra, que por meio da subjetividade da escrita recebeu, neste mês de setembro, o terceiro lugar no Concurso Literário Sem Fronteiras Pelo Mundo, na categoria verso, da Rede Sem Fronteiras. A apresentadora foi homenageada também com o Troféu Cultura Sem Fronteiras, por sua atuação na disseminação e desenvolvimento da cultura lusófona. A premiação e a homenagem aconteceram no durante o Congresso Internacional de Culturas Lusófonas, que ocorreu entre os dias 14 e 19 de setembro na cidade de Lisboa, em Portugal.
Formada em jornalismo pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e em Letras pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Rosanni comanda o programa Cabeceira há dez anos. Uma das atuações da jornalista é também na área literária, se dedicando na escrita, em prosa e poesia. Ela conta que antes do Cabeceira não havia publicado seus textos, mas isso mudou após ela ter contato com outros escritores cearenses. “Eu fui incentivada pelos próprios escritores que eu entrevistava a publicar”, recorda.
A escritora relembra que a figura do Poeta de Meia-Tigela, Alves de Aquino, foi fundamental para que ela passasse a exibir seus textos guardados. Rosanni começou então a publicar em antologias e a se reaproximar cada vez mais da escrita literária. Hoje ela já tem participação em 16 antologias e coletâneas internacionais, com publicações no Brasil, Suíça, Portugal e Itália.
Este ano, a jornalista participou pela segunda vez do Concurso Literário Sem Fronteiras pelo Mundo. Ela conta que em 2022 foi contemplada com uma menção honrosa com a publicação de um dos seus textos pela instituição. “Foi uma emoção ímpar, porque a Rede Sem Fronteiras é uma entidade cultural muito organizada, é um concurso muito sério, e os jurados são bem rígidos”, pontua. Rosanni também ressalta que esta é uma forma singular de realizar trocas culturais e se aproximar dos países lusófonos.

Fundada e presidida pela jornalista, escritora e artista plástica luso-brasileira Dyandreia Valverde Portugal, a Rede Sem Fronteiras é uma entidade cultural com uma década de atuação. O trabalho é voltado para o desenvolvimento e divulgação da cultura brasileira e lusófona no Brasil e em mais de 20 países, que possuem leitores falantes da língua portuguesa.
Rosanni ressalta que ganhar os prêmios a incentivou ainda mais a continuar o processo de escrita literária. “Pretendo continuar publicando e agora vou priorizar os meus livros solo. Tenho dois livros infantis prontos e um de poemas quase pronto para serem publicados”, comenta a apresentadora.
Programa Cabeceira – Em novembro deste ano, o Cabeceira comemora dez anos de existência. Para ela, ganhar esse prêmio na área da literatura é profundamente simbólico, ao entrelaçar sua paixão pelo jornalismo e pela literatura. “Há 10 anos, [estamos] divulgando os escritores, a literatura e a cultura”. Ela destaca ainda que um dos objetivos do programa é trabalhar com a educação, por meio do incentivo à leitura. “Eu procuro selecionar conteúdos de qualidade, que sejam importantes e que tenham realmente um valor para a sociedade”, finaliza a apresentadora.




